O verdadeiro jejum
Ao ser questionado porque seus discípulos não observam o
jejum, Jesus usa a imagem do casamento para mostrar que não se jejua enquanto o
noivo está junto dos convidados. O momento é de festa e, numa festa, não se faz
jejum.
Jesus é esse noivo cuja companhia é razão de alegria e
esperança para aqueles que o seguem. O tempo da espera passou, portanto, o
jejum perde seu sentido. Quando, porém, o noivo for tirado do meio deles,
então, volta-se à prática do jejum (cf. Mt 9,15). Jesus se refere, assim, à sua
paixão, morte e ressurreição, quando então não mais estará presente fisicamente
junto aos seus discípulos. Inaugura-se, dessa forma, novo tempo de espera da
vinda do Reino definitivo e o jejum volta a ser necessário como expressão da mudança
de vida e da esperançosa expectativa da glória eterna.
Cabe, porém, uma pergunta: o que é o jejum e como
praticá-lo? Mais do que abster-se de comida, o jejum deve traduzir o amor
serviçal aos irmãos e irmãs empobrecidos e aos que são violados em seus
direitos. Se o jejum que fazemos durante a quaresma ou em qualquer outra
ocasião não nos leva a uma solidariedade aos que mais sofrem, ele perde o
sentido, pois, não se coloca na direção da construção do Reino.
Aprendemos isso, na primeira leitura, com o profeta Isaías
que mostra a indignação de Deus com aqueles que praticam o jejum, mas “oprimem
os empregados, fazem litígios e brigas e agressões impiedosas” (cf. Is 58,3-4).
O jejum não tem sentido para quem ignora o irmão. Segundo o profeta o verdadeiro jejum é: “romper as
amarras da injustiça, desfazer as correntes da canga, por em liberdade os
oprimidos, repartir o pão com o faminto, hospedar em casa os pobres sem abrigo,
vestir quem está nu e não se fechar diante daquele que é sua própria carne”
(cf. Is 58,6-7). O jejum a que nos propomos nessa Quaresma caminha na direção
indicada pelo profeta?
Jejuar é renunciar a alguma coisa. Lembra-nos, porém, São
João Paulo II: “A renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao
alimento ou às bebidas, não é fim de si mesma. Deve apenas, por assim dizer,
preparar o caminho para conteúdos mais profundos de que se alimenta o homem
interior. Tal renúncia, tal mortificação deve servir para criar no homem
as condições para poder viver os valores superiores de que ele está, a seu
modo, faminto. Eis
o significado pleno do jejum na linguagem de hoje” (21.03.1979).
Senhor,
ajuda-nos a praticar o verdadeiro jejum, abstendo-nos do mal, semeando sempre o
bem e praticando as obras de misericórdia. Amém!
Jesus veio para o meio de nós para viver nossa vida e nos ensinar a viver a vida. ELE nos ensinou a sermos responsáveis uns com os outros e a sermos irmãos de verdade. ELE nos ensinou que a força que une as pessoas não é a violência, mas a paz e a responsabilidade de um para com o outro, isso é igreja procura ensinar e praticar. Nas ás vezes, tem-se a impressão de que ainda estamos tão longe do evangelho. Quando virá o dia em que os homens e mulheres poderão viver em paz? A paz depende de nós e da justiça praticada .
ResponderExcluirEm Isaías na leitura de hoje DEUS vem ao encontro do homem em sua profunda realidade, mas ele nem sempre corresponde a essa iniciativa de DEUS.
No salmo somos convidados a nos arrepende pois o SENHOR, NÃO DESPREZA UM CORAÇÃO ARREPENDIMENDO
Senhor, nos ajuda a compreender que você é o noivo, e é a aliança que faz conosco, aliança de amizade, alegria e liberdade...amém
Amém 🙏
ResponderExcluirAmém
ResponderExcluirAmém!
ResponderExcluirAmém
ResponderExcluirA prática do jejum fortalece o relacionamento com Jesus . Que o Senhor Jesus , me dê a graça de cumprir meus propósitos nessa quaresma para que eu possa estar cada vez mais próxima de Deus .! Pe. Geraldo , sua homilia , reflexão trás para nós uma interpretação da Palavra que sozinhos jamais , poderíamos vivenciar.Que o Senhor nos ajude , a praticar o verdadeiro jejum , abstendo - nos do mal e sentarmos sempre o bem, praticando as obras de misericórdia .Assim Seja !!
ResponderExcluirAmém
ResponderExcluirDeus conhece o nosso coração e sabe das nossas motivações, portanto, quando jejuamos devemos fazê-lo com muita disposição e por amor, sem lamentos nem justificativas. Há momentos na nossa vida que não nos cabe jejuar nem fazer sacrifícios, mas sim aproveitar a ocasião que nos é oferecida.
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