Vencer a inveja, servir com alegria

Quinta-feira da 2ª Semana do Tempo Comum

22 de janeiro de 2026

 

Leituras:

1Sm 18,6-9.19,1-7

Sl 55(56),2-3.9-10.11-13

Mc 3,7-12

(Acesse aqui)

Por Pe. Geraldo Martins

A inveja e o ciúme podem levar a pessoa a atitudes inimagináveis. Tomado por esses dois sentimentos, Saul planeja matar Davi, que só escapa da morte por causa da mediação de seu amigo Jônatas, filho de Saul. A inveja, normalmente, nasce no coração de uma pessoa quando ela não sabe reconhecer o dom do outro.

O Catecismo da Igreja Católica define a inveja como “a tristeza que se sente perante o bem alheio e o desejo imoderado de se apropriar dele” (CIC 2539). Segundo Santo Agostinho, «da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pelo mal do próximo e o desgosto causado pela sua prosperidade» (in CIC 2540).

A inveja nos faz ver o outro como inimigo e, assim, nos fechamos ao amor e à caridade. Para combatê-la, precisamos nos revestir da humildade que nos dá a certeza de sermos amados por Deus com o mesmo amor com que Ele ama a todos.

Rodeado pela multidão e servindo a todos com amor e alegria, Jesus mostra do que é capaz um coração que não cultiva inveja e ciúme. Ele é de todos e a todos serve a partir da necessidade de cada um. Quem faz parte dessas multidões vindas de todos os lugares para acompanhar Jesus? São doentes já curados ou esperando a cura. Conseguimos nos ver nessas multidões?

É interessante observar duas coisas. 1) As pessoas jogavam-se sobre Jesus para tocá-lo (Mc 3,10). Buscavam a força libertadora de Cristo. Como, hoje, podemos nos jogar sobre Jesus e tocá-lo para ficarmos curados daquilo que nos aflige? O que nos aflige? 2) Os espíritos maus reconheciam a messianidade de Jesus, mas Ele rechaçava seu testemunho (Mc 10,11s). Por que?

Senhor Jesus, livra-nos de todos os males que nos afligem, sobretudo, a inveja, o ciúme e a indiferença a fim de sermos, verdadeiramente, teus discípulos e discípulas. Reveste-nos da humildade e faze-nos praticantes da caridade. Amém!

Comentários

  1. Rodeado pela multidão e servindo a todos com amor e alegria, Jesus mostra do que é capaz um coração que não cultiva inveja e ciúme. Ele é de todos e a todos serve a partir da necessidade de cada um. Quem faz parte dessas multidões vindas de todos os lugares para acompanhar Jesus? São doentes já curados ou esperando a cura. Conseguimos nos ver nessas multidões?

    ResponderExcluir
  2. Leitura do Livro de Samuel.
    Jônatas, filho de Saul, era amigo de de Davi e, desejado protegê-lo, informou-lhe que o rei procurava matá-lo.
    Apesar de ser filho de Saul, Jônatas amava o amigo, por amor ao amigo e ao pai ele, para que o pai não peque contra o Senhor. Com a atitude de Jônatas aprendemos que precisamos ouvir os dois lados, pois os nossos amigos, amigas pode falar mal do outro por ciúmes, por inveja.


    Os espíritos maus gritavam: “Tu es o Filho de Deus!” Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.
    O seguimento de Jesus exige mais que o conhecimento dos mandamentos. É preciso desprendimento total das coisas.
    Jesus mostra a face paterna do Pai, por isso deixa acercar-se da multidão, dos doentes curados e daqueles que esperam sua cura.
    Sem distinção de origem, Jesus acolhia todos e a todas fazia o bem. Deixava neles as marcas do bem e do Reino, e fazia os renascer para a vida e para esperança.

    Senhor, liberta-nos de toda a inveja e do ciúmes que nos afasta de ti. Olha por todos que sentem rejeitados, abandonados, e não amados, nos ajude a acolherem com misericórdia. E assim nos reveste da verdadeira humildade. Amém

    ResponderExcluir

Postar um comentário