Discernir os sinais

Sexta-feira da 34ª Semana do Tempo Comum

28 de novembro de 2025

 

Leituras:

Dn 7,2-14

Dn 3,75-77.78-79.80-81

Lc 21,29-33

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Por Pe. Geraldo Martins

Jesus convida os discípulos a distinguirem os sinais do Reino a partir dos acontecimentos da vida da mesma maneira que sabem distinguir os sinais da natureza. Isso é fundamental para sentirmos a presença e o amor de Deus em nossa vida. Muitas vezes temos dificuldades em ver os sinais do Reino porque nos deixamos guiar tão somente pela razão e pela técnica. Perdemos nossa capacidade de nos deixar guiar pela luz da fé e nos distanciamos do transcendente.

Para ficar sabendo que o Reino de Deus está próximo, devemos descobrir como Deus se revela nos fatos e acontecimentos da história, como sua vontade se realiza e como Ele se manifesta até mesmo em situações adversas.

Para perceber o Reino é necessária a capacidade da contemplação e da meditação. É preciso parar diante do mistério da vida e nos deixar conduzir pela luz do mistério divino. Muita gente se dobra ao pessimismo, ao fatalismo, ao derrotismo, porque não se permite mergulhar no mistério do amor de Deus que nos mostra seu Reino presente entre nós nas pequenas vitórias das lutas do dia a dia.

Lembra o Papa Francisco: "a parábola da figueira que germina, como sinal do verão já próximo (cf. Lc 21,29), diz que a perspectiva do fim não nos distrai da vida presente, mas nos faz olhar para os nossos dias numa ótica de esperança. O Senhor Jesus não é só o ponto de chegada da peregrinação terrena, mas é uma presença constante na nossa vida: está sempre ao nosso lado, acompanha-nos sempre; por isso quando fala do futuro, e nos projeta para ele, é sempre para nos reconduzir ao presente. Ele está ao nosso lado, caminha conosco, ama-nos” (Papa Francisco, 15.11.2015).

Dá-nos, Senhor, a capacidade de ver os sinais do teu Reino e ajuda-nos a viver nosso presente confiantes no nosso encontro definitivo contigo. 

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