O mistério da Encarnação

Quarta-feira – 7º Dia na Oitava do Natal

31 de Dezembro de 2025

 

Leituras (próprias):

1Jo 2,18-21

Sl 95(96),1-2.11-12.13 (R. 11a)

Jo 1,1-18

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Por Pe. Geraldo Martins

O chamado “Prólogo de São João”, proclamado na liturgia de hoje, tem como centro o mistério da encarnação. Jesus é a Palavra ou o Verbo de Deus por meio do qual tudo foi criado. É, portanto, Palavra criadora, que traz em si o germe da vida, por isso, São João diz que “na Palavra estava a vida e a vida era a luz dos homens” (Jo 1,4).

Esta Palavra assume a carne humana e vem habitar entre nós – “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Não há mistério maior! É o mistério celebrado no Natal, muitas vezes, ofuscado por adereços que nos desviam da verdadeira beleza deste mistério central de nossa fé.  

Bento XVI diz que, neste mistério, a palavra ‘carne’, indica o ser humano “na sua integralidade, o homem todo, mas precisamente sob o aspecto da sua caducidade e temporalidade, da sua pobreza e contingência. Isto para nos dizer que a salvação trazida por Deus que se fez carne em Jesus de Nazaré atinge o homem na sua realidade concreta e em qualquer situação em que se encontre” (Bento XVI - 09.01.2013). Não podemos, portanto, colocar em dúvida a humanidade de Jesus. 

Reconhecer Jesus como Deus que assume a carne humana é tê-lo como um de nós, conforme ensina o Concílio Ecuménico Vaticano II ao afirmar que o Filho de Deus “trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado» (Gaudium et Spes, 22). Como nos conforta saber que Deus se fez humano. "Ao tornar-se Ele um de nós, nós nos tornamos eternos", rezamos no Prefácio III do Natal. 

Nem todos são capazes de compreender e acolher esse mistério. João Batista deu testemunho da luz, como ressalta o evangelista, mas houve quem a rejeitasse, preferindo as trevas (cf. Jo 1,7.10). Não é diferente hoje, quando muitos ainda se recusam a acolher o Cristo, Palavra de Deus encarnada entre nós (cf. Jo 1,11). Como João Batista, os que reconhecemos e acolhemos a Palavra encarnada, temos o dever de testemunhá-la a todos, incessantemente. 

Ó Cristo, Verbo encarnado do Pai, sois vida e luz para toda a humanidade. Fazei morada em nosso coração e iluminai nossa vida a fim de sentirmos em nós o vosso amor e a vossa graça salvadora. Amém!

Comentários

  1. Leitura da Primeira Carta de São João.
    João Evangelista, já velhinho, extremamente carinhoso para com os fiéis, exorta a todos para que permaneçam na verdade.
    Que nenhum de nós se oponha às admoestações de Cristo, pois é na fidelidade que permaneceremos ao Reino e nos guiaremos pelo Espírito da verdade.

    Cristo, a Palavra do Pai, Ontem, hoje e sempre. No encerramento do ano é bom recordar o começo. “A palavra se fez carne.”
    O Verbo, que é o Filho de Deus, é vida, luz, verdade, caminho, Palavra eterna que chegou a toda a humanidade ponto agora a escolha é de cada um de nós.

    Senhor, nos ajude a encontrar em Jesus a luz que ilumina a nossa vida e dá sentido a tudo. E assim possamos sentir em nós o vosso amor e a vossa graça salvadora. Amém

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  2. Senhor, Fazei morada em nosso coração e iluminai nossa vida a fim de sentirmos em nós o vosso amor e a vossa graça salvadora. Amém

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