15 de janeiro de 2026
Leituras
1Sm 4,1-11
Sl
43(44),10-11.14-15.24-25 (R. 26d)
Mc 1,40-45
Por Pe. Geraldo Martins
Quando fracassamos em nossos projetos e ações, buscamos as razões da derrota e, quase sempre, colocamos a culpa em algo ou alguém externo a nós. Incapazes da autocrítica, não poucos transferem para Deus a culpa de seus fracassos.Esta é uma das mensagens que o
texto de Samuel nos comunica. Derrotados pelos filisteus, os israelitas jogam a culpa em Deus: “Por que fez o Senhor que hoje
fôssemos vencidos pelos filisteus?” (1Sm 4,3). Não são capazes de perceber que seu
fracasso é fruto e resultado de suas infidelidades a Deus. Esperando um
milagre, buscam a Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus. São de novo
derrotados e, pior ainda, perdem também a Arca, que é levada pelos inimigos.
Compreendemos, assim, que “é
possível iludir-nos com uma falsa confiança em Deus. Isso pode acontecer se
mantivermos com Ele uma relação religiosa simplesmente aparente, expressa por
um aparato cultual mais ou menos sofisticado, ou pela simples declaração de
boas intenções. A verdadeira relação com Deus exige honestidade, ausência de
fingimento” (dehonianos.org).
Este exemplo de confiança nos é
dado pelo leproso do evangelho de Marcos. Ao saber da presença de Jesus, ele
tem três atitudes que o levam à cura: aproxima-se, ajoelha-se e apresenta seu
desejo desde que seja também o desejo de Jesus: “Se queres, tens o poder de curar-me”
(Mc 1,40). Esta conformidade com a vontade do Senhor, vinda da sinceridade de
um coração que põe sua confiança na misericórdia de Deus, não fica sem
resposta.
Movido pela compaixão, Jesus rompe
com a lei a fim de defender a vida. Ele estende a mão e toca no leproso. Não
teme ficar impuro e ser banido da comunidade como prescrevia a lei.
Identifica-se, plenamente, com o leproso que, ao seu gesto, fica curado. “Eu
quero, fica curado” (Mc 1,41), diz Jesus. Esta é a palavra que todos queremos
ouvir de Jesus acompanhada de sua compaixão e de seu toque. Para tê-los,
basta-nos a fé que nos faz depositar toda confiança nele e cantar “confiemo-nos
ao Senhor, Ele é justo e tão bondoso”.
Ó Cristo, em ti colocamos toda
nossa confiança. Por tua compaixão, toca-nos e cura-nos da lepra da indiferença
e da omissão, do egoísmo, da dor e de todo pecado que nos exclui de teu amor e
de tua graça. Amém!

Amém!
ResponderExcluirSenhor, cura - nos das letras que impede- nos de acreditar que sua bondade é compaixão está acima de qualquer lei e obstáculos. Se quiseres Senhor cura- nos! Sim eu quero ser curada pelo teu amor!
ResponderExcluirAmém
ResponderExcluirAmém !
ResponderExcluirLeitura do Primeiro Livro de Samuel.
ResponderExcluirO senhor não combateu ao lado do seu povo, Israel foi derrotado e a Arca de Deus foi capturada.
A infinidade de Israel De Israel os levaram a derrota.
Os filisteus tiveram medo do verdadeiro Deus que libertou Israel, os filisteus reconhecem o poder de Deus e teve medo, mas uma voz fez com que eles tivessem coragem, para eles não serem escravos. É a voz de Deus nos dizendo coragem não sejam escravos da infidelidade, e assim não vamos transferir a culpa dos nossos erros, fracassos para Deus.
um doente aproximou-se de Jesus com fé e confiança: “sua lepra desapareceu, e o homem ficou curado “.
Jesus toma para si as dores e a rejeição do leproso na comunidade. Toca nele, devolve-lhe a vida, e o faz viver de novo no meio dos outros.
Imaginemos o sentimento misericordioso de Jesus diante daquele leproso, que nele coloca sua esperança: “Se queres tem o poder de curar-me“.
Na mentalidade daquela época a doença era consequência do pecado. Se uma pessoa era curada, significava que Deus lhe havia perdoado. Perdão e cura revelam o poder divino de Jesus. Tocado pela fé confiante, o Filho de Deus manifesta sua misericórdia salvando e libertando primeiramente o mal mais profundo, e depois curando, para mostrar que já está presente no seu reino.
Senhor, daí-nos coragem humilde e necessária como a do leproso para reconhecer a nossa realidade. Tenha compaixão, e toca-nos e cura-nos da lepra da indiferença e da omissão, do egoísmo, da mentira e da dor e de todo pecado que nos exclui de teu amor e de tua graça. Amém!
Amém.
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