O caminho da santidade

Segunda-feira da 1ª Semana da Quaresma

23 de fevereiro de 2026


Leituras:

Lv 19,1-2.11-18

Sl 18(19),8.9.10.15 (R. Jo 6,63c)

Mt 25,31-46

(Acesse aqui)

Por Pe. Geraldo Martins

Todos somos vocacionados à santidade. Diz o Concílio Vaticano II: “todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho.” (LG,11). O próprio Deus é quem chama o ser humano, criado à sua imagem e semelhança, a participar também de sua santidade: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lc 19,2).

O caminho para a santidade é o respeito aos irmãos e a prática da verdade e da justiça. O autor do Levítico o diz com clareza, compondo um verdadeiro código de conduta moral e social resumido neste mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). Ninguém alcançará a santidade ignorando o irmão ou, pior ainda, o maltratando.

A santidade de cada um será declarada, no final dos tempos, pelo próprio Cristo, apresentado por Mateus como rei-pastor-juiz, como vimos no evangelho da liturgia de hoje. O critério que Ele usará é a caridade que praticarmos ou não para com o outro, na esteira do que disse o Levítico. Cristo torna-se o critério de nossa santidade na medida em que o reconhecermos e servimos nos famintos, nos sedentos, nos estrangeiros, nos nus, nos doentes, nos prisioneiros com quem Ele se identifica: “todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!”. O juízo, portanto, tem a marca da ética e da moral, mais até que da religião.

Comentando esse evangelho, disse o Papa Francisco: “seremos julgados sobre o amor. O julgamento será sobre o amor. Não sobre o sentimento, não: seremos julgados sobre as obras, sobre a compaixão que se faz proximidade e ajuda atenciosa” (Papa Francisco, angelus, 22.11.20). Para ele, “a verdadeira fé é a que nos leva a ter a coragem de perdoar a quem nos ofende, a dar uma mão a quem caiu, a vestir o nu, a alimentar o faminto, a visitar o preso, a ajudar o órfão, a dar de beber ao sedento, a socorrer o idoso e o necessitado (cf. Mt 25, 31-45) (Homilia, visita ao Egito, 29.4.2017).

Senhor, faz que sirvamos com alegria o teu Filho nos pobres e descartados de nossa sociedade a fim de que participemos de tua santidade. Amém!

Comentários

  1. Leitura do Livro do Levítico.
    Deus é Santo e por isso comunica-se conosco por meio de seu amor, para arrancar-nos da miséria e libertar-nos da escravidão de nós mesmo e das coisas.
    Deus se interessa por nós, por nossa humanidade para nos arrancar da escravidão e nos libertar e nos fazer viver com dignidade.

    Jesus mostra com quem Ele se identifica, e o juízo de Deus julgará não as grandes obras mas as atitude de misericórdia para com os necessitados e pobres.
    Não basta bons propósito ou muitas palavras se com isso nos desviamos dos necessitados, pois é a caridade o único meio de viver a comunhão com Deus e com os irmãos.

    Senhor, venha ao nosso encontro, e nos ajude a sermos mais solidários e assim possamos ajudar o mundo a se tornar melhor e mais humano, e assim servir o seu Filho Jesus com alegria Amém

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  2. Seremos julgados pelo amor , se não fizemos como Jesus ensina-
    Amais os vossos inimigos.Fazei o bem a que vos perseguem.

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