20 de fevereiro de 2026
Leituras:
Is 58,1-9a
Sl
50(51),3-4.5-6a.18-19 (R. 19b)
Mt 9,14-15
Por Pe. Geraldo Martins
No evangelho, os fariseus
questionam Jesus porque seus discípulos não fazem jejum a exemplo deles. A
resposta de Jesus mostra “que, com Ele, começaram os tempos messiânicos, o
tempo das núpcias, o tempo escatológico anunciado pelos profetas, tempo de
alegria durante o qual não se jejua, pois o Esposo está presente” (dehonianos).
Por essa razão, não há necessidade de jejuar. Após sua ressurreição, sim, o
jejum volta a ter sentido, consistindo não “apenas em abster-se de alimentos”,
mas, “sobretudo, em desejar o encontro com Jesus salvador” (idem).
A preocupação com verdadeiro jejum
vem desde o tempo dos profetas. Por sua prática religiosa, aí incluído o jejum,
o povo julgava-se correto e fiel a Deus de quem cobrava correspondência – “Por
que não te regozijaste, quando jejuávamos, e o ignoraste, quando nos
humilhávamos?'” (Is 58,3). O profeta, no entanto, desmascara o povo mostrando
que sua prática religiosa é pura exterioridade: “no dia do vosso jejum tratais
de negócios e oprimis os vossos empregados. É porque ao mesmo tempo que
jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas” (Is 58,3-4). Esta
repreensão, em alguma medida, não se aplica também a nós?
Fazer jejum e fechar os olhos às
necessidades dos irmãos e irmãs e não lutar pela justiça é enganação. “O jejum
verdadeiramente agradável a Deus consiste em libertar-se do egoísmo e prestar
alívio e ajuda ao próximo. A Igreja, abolindo quase inteiramente o preceito do
jejum exterior, entendeu empenhar-se com maior força em favor dos pobres e
humildes” (Missal Cotidiano). Entendemos, assim, a palavra do profeta: “o jejum
que prefiro é quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar
livres os que estão detidos, romper todo tipo de sujeição, repartir o pão com o
faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos” (cf Is 58,6-7).
Senhor, nesta Quaresma, o nosso
jejum se traduza, antes de tudo, na prática da caridade a fim de que,
solidários aos irmãos e irmãs empobrecidos e sofredores, alcancemos a salvação
que teu filho nos mereceu com sua morte e ressurreição. Amém!

Amem.
ResponderExcluirSenhor, nesta Quaresma, o nosso jejum se traduza, antes de tudo, na prática da caridade a fim de que, solidários aos irmãos e irmãs empobrecidos e sofredores, alcancemos a salvação que teu filho nos mereceu com sua morte e ressurreição. Amém!
ResponderExcluirLeitura do Livro do Profeta Isaías.
ResponderExcluirO jejum, feito por amor a Deus e para provocar meu encontro solidário com os outros, mostra o desejo sincero de conversão, e por isso tem valor.
Deus vem ao encontro do homem em sua profunda realidade, mas ele nem sempre corresponde a essa iniciativa de Deus.
valorizando ao extremo esse ato de piedade, o jejum, os discípulos de João pensavam estar dando provas e testemunho de santidade e de vida muito autêntica.
Jesus compara sua convivência com os discípulos a uma festa de casamento, onde ele é o noivo: símbolo da Aliança : da amizade alegria, liberdade.
Senhor, nos ajude a fazer o seu jejum, que nos leva até ti. Amém
Amém!
ResponderExcluirAmém.
ResponderExcluirAmém!
ResponderExcluirAmém!
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