25 de fevereiro de 2026
Leituras:
Jn 3,1-10
Sl
50(51),3-4,12-13.18-19
Lc 11,29-32
Por Pe. Geraldo Martins
Este texto de Jonas pode ser lido a partir de três ângulos. O primeiro é a missão de Jonas. Não conseguindo fugir do chamado de Deus, Jonas vai à grande cidade, Nínive, para anunciar-lhe a destruição por causa de seu pecado. O que era para fazer em três dias, fez em apenas um.Em segundo lugar, olhamos para a atitude dos ninivitas. Eles reconheceram nas palavras do profeta a mensagem do próprio Deus – “Os ninivitas acreditaram em Deus” (Jn 35). Ao acreditar seguiu-se a prática da penitência, sinal de arrependimento e conversão.
Por fim, vemos a ação de Deus que se compadeceu do
povo e o perdoou (Jn 3,10) considerando seu arrependimento e seu desejo de conversão.
Uma das lições que podemos tirar
dessa passagem é que Deus vem ao encontro dos pecadores para oferecer-lhes perdão, nunca para os condenar ou castigar. Ele sempre se servirá de alguém
para comunicar sua mensagem de amor e reconciliação. Quem reconhece, acolhe e
acredita nesta mensagem, muda de atitude e recebe o abraço misericordioso de
Deus que a tudo perdoa.
O evangelho apresenta, mais uma
vez, a resistência que muitos tinham a Jesus, à sua pregação, aos seus sinais.
Os interlocutores de Jesus colocam condições para
crer nele pedindo-lhe um sinal, como se Ele já não o tivesse realizado.
Pensam que os sinais é que levam à fé quando, na verdade, a fé é que nos faz
reconhecer os sinais. Quantos de nós agimos assim também?!...
A resposta de Jesus, evocando o
sinal de Jonas, mostra que “Deus não quer converter as pessoas por meio de
sinais maravilhosos, quebrando assim todas as resistências humanas. Se agisse
assim, não seria mais o Deus que escolheu tornar-se servo dos homens para
merecer o seu amor, a sua confiança gratuita” (Missal Cotidiano).
O verdadeiro sinal de Jonas “é aquele que nos dá a confiança de seremos salvos pelo
sangue de Cristo. Quantos cristãos, quantos há, que pensam que serão salvos
apenas pelo que fazem, por suas obras? As obras são necessárias, mas são uma
consequência, uma resposta àquele amor misericordioso que nos salva. Mas só as
obras sozinhas, sem esse amor misericordioso, não bastam” (Papa Francisco,
14.10.2013). Maior que Jonas, Jesus é o sinal por excelência de Deus que, nele,
nos comunica a extremidade de seu amor.
Senhor, nesta Quaresma, nosso
coração se abra aos sinais de tua graça em nossa vida e no mundo a fim de
buscarmos a verdadeira conversão que nos faz acolher com alegria teu Filho que
veio para nos salvar e libertar. Amém!

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