3 de março de 2026
Leituras:
Is 1,10.16-20
Sl
49(50),8-9.16bc-17.21.23 (R. 23b)
Mt 23,1-12
Por Pe. Geraldo Martins
O apelo à conversão, distintivo por excelência do tempo quaresmal, encontra sua razão de ser na fraqueza humana cuja tendência ao pecado deve ser combatida permanentemente.O profeta Isaías é
contundente ao insistir que todos mudem de vida e de comportamento. Tanto o
povo quanto seus lideres precisam abandonar o caminho do mal e fazer o bem.
Isso significa cuidar dos pobres e oprimidos, personificados nos órfãos e
viúvas, garantindo-lhes o direito e a justiça. Essa é a condição para serem
perdoados.
Como é atual essa palavra do
profeta, sobretudo, quando consideramos a sociedade em que vivemos, marcada por
discriminações, preconceitos e indiferença. Não são poucos os que se deixaram
contaminar pela aporofobia, ignorando, pior ainda, negando o direito dos
pobres. É hora de reafirmar, na prática, nossas vivências da opção
preferencial pelos pobres a fim de que deixem de ser débeis, como disseram os
bispos em Aparecida (cf. DAp 100 b)
O ensinamento de Jesus no evangelho
também aponta para a necessidade de conversão na medida em que nos faz perceber
a incoerência entre nosso falar e nosso agir. Ao reconhecer a autoridade dos
doutores da lei e dos fariseus na interpretação da Lei de Moisés, Jesus condena
sua falta de coerência entre o que pregam e o que vivem. Quem de nós pode
atirar pedra?
Uma das coisas que as pessoas mais
cobram, especialmente de seus líderes, é a coerência entre o que dizem e o que
fazem. No âmbito religioso, isso é ainda muito mais exigente. E quantos são os
que vivem de aparência! Não se trata, evidentemente, de julgar ninguém, mas de
observar seu testemunho.
“A autoridade
nasce do bom exemplo para ajudar os outros a praticar o que é justo e
necessário, apoiando-os nas provações que se encontram no caminho do bem. A
autoridade é uma ajuda, mas se for exercida mal, torna-se opressiva, não deixa
crescer as pessoas, causa um clima de desconfiança e de hostilidade e leva
também à corrupção” (Papa Francisco - Angelus, 5/11/17).
A humildade e o serviço são sinal
de nossa conversão que nos garante a misericórdia e o perdão de Deus,
anunciados pelo profeta Isaias. Alcançamos essas virtudes sempre que nos damos
conta de que “somos todos irmãos” (Mt 23,8) e que, entre nós, não deve haver
disputa de poder, alimentada pelo carreirismo e pelo desejo de ser melhor que o
outro.
Senhor, converte nosso coração, perdoa nossas faltas e faz-nos viver a humildade e o serviço, lembrando-nos de que somos todos irmãos e irmãs. Amém!

A umildade e serviço são sinais de nossa conversão. Para que isso aconteça de fato, precisamos estarmos de olhos feitos em Jeusus.
ResponderExcluirAmem.
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