Ouvir, guardar e praticar a Lei de Deus

Quarta-feira da 3ª Semana da Quaresma

11 de março de 2026

 

Leituras:

Dt 4,1.5-9

Sl 147(147B),12-13.15-16.19-20

Mt 5,17-19

(Acesse aqui)

Por Pe. Geraldo Martins

Durante sua caminhada no deserto, o povo de Israel recebe a Lei que o Senhor Deus lhe dá como guia e garantia da vida nova que haveria de viver na terra prometida. Ao povo caberiam quatro atitudes: ouvir a lei, guardá-la, praticá-la e ensiná-las aos descentes.

A Lei dada por Deus é garantia da “sabedoria e inteligência” que iriam distinguir Israel dos demais povos - “qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos?” (Dt 4,7). A Lei, portanto, é sinal da proximidade de Deus. Quem a pratica de coração sente a presença e a força de Deus.

Jesus tinha consciência da importância da Lei ensinada por Moisés e que se tornou a grande referência do povo na sua relação com Deus. Sabia também que, com o passar do tempo, essa Lei foi sendo acrescida com elementos humanos de tal forma que, ao invés de aproximar o povo de Deus, o afastava dele. Tornou-se peso insuportável, sobretudo, para os pobres e excluídos. Por isso, em gesto profético, disse: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento” (Mt 5,17). Jesus não anula o Antigo Testamento, mas lhe dá o pleno sentido.

São muitos os que têm dificuldade de conviver com normas, regras e leis, sobretudo, as que são ensinadas pelas religiões, pela Igreja. Quase sempre caímos em um de dois extremos: ou as interpretamos ao pé da letra e, então, tornam-se rígidas, pesadas e tomam ar de castração da liberdade, ou as praticamos num relaxamento tal que as conformamos ao nosso gosto e prazer. É preciso evitar estas duas práticas que falseiam a ideia de Deus, de sua misericórdia, de sua bondade e de sua justiça.

Diz o Papa Francisco: “Jesus nos faz compreender que as normas religiosas são úteis, são boas, mas são apenas o início: para completá-las é necessário ir além da letra e viver o seu significado, caso contrário, permanecemos numa religiosidade externa e desapegada, servos de um ‘deus-patrão’ e não filhos de Deus Pai” (Angelus, 12.2.23). Como costumamos ouvir, guardar e praticar a Lei de Deus?

Ó Pai, faz que amemos tua lei e a pratiquemos com fidelidade pois somente nela encontramos a liberdade e a felicidade que buscamos. Amém!

Comentários

  1. O Pai, faz que amemos tua lei e a pratiquemos com fidelidade pois somente nela encontramos a liberdade e a felicidade que buscamos. Amém!

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  2. Jesus afirmando que não veio abolir a Lei, mas dar-lhes pleno cumprimento. Ele enfatiza a importância de praticar e ensinar todos os mandamentos, indicando que a fidelidade às menores leis é essencial para o Reino dos Céus.
    Jesus não elimina a lei, mas a aperfeiçoa, sendo Ele o próprio cumprimento.
    Jesus declara que nenhum pequeno sinal, vírgula ou letra da lei desaparecerá até que tudo se cumpra.
    Ensino e Prática: Quem obedece e ensina os mandamentos será considerado "grande" no Reino dos Céus; quem desobedece e ensina a desobediência, será chamado de "menor".

    Este trecho nos faz lembrar ou melhor é o trecho central do Sermão da Montanha e destaca a necessidade de viver os mandamentos através do amor, não apenas seguindo regras externas.

    Senhor, vem em nosso socorro e nos ajude a viver os teus mandamentos a verdadeira lei do amor. Amém

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