14 de abril de 2026
Leituras:
At 4,32-37
Sl 92(93),1ab.1c-2.5
Jo 3,7b-15
Por Pe. Geraldo Martins
No diálogo com Nicodemos, Jesus insiste na necessidade do Espírito Santo para o discernimento a respeito de sua presença no mundo. Só quem nasce do alto, isto é, quem recebe o batismo em nome de Jesus, é capaz de reconhecer o Cristo como Filho do Homem, que se encarna para libertar a humanidade.
A
glorificação de Jesus – “é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para
que todos os que nele crerem tenham a vida eterna” (Jo 3,14s) – é evocada aqui
como sinal de sua entrega, livre e obediente, pela salvação do mundo. Sem o
ingrediente da fé, no entanto, tudo fica sem sentido – “se vocês não acreditam,
quando lhes falo das coisas da terra, como acreditarão se lhes falar das coisas
do céu?” (Jo 3,12)”.
A fé é o
elemento fundante da comunidade dos que creem e seguem a Jesus. Esta fé deve
ser guiada e alimentada pelo Espírito que, como vento, sopra onde quer. É o
sopro da vida nova que deve conduzir todo aquele que se dispõe a ser discípulo
de Jesus. Os que o seguem são facilmente identificados porque passam a ter um
comportamento diferenciado.
O ideal da
comunidade cristã descrito nos Atos dos Apóstolos nos desafia a todos numa
sociedade que prega o acúmulo, incentiva o individualismo e alimenta a
indiferença. Se levarmos a sério o Evangelho, tornamo-nos uma comunidade de
irmãos e irmãs, onde uns se preocupam com os outros e cujo testemunho não passa
despercebido aos demais.
Tornar-se
“um só coração e uma só alma”, ser “estimados por todos” e “não deixar que
ninguém passe necessidade” (At 4,32-34) constitui na utopia do Reino que
toda comunidade cristã deveria perseguir sem jamais desistir. Poderíamos
começar essa experiência na própria família e estendê-la, aos poucos, aos
demais membros da comunidade de fé. Então, sim, nossa eucaristia teria mais
sentido, nossa fé seria mais testemunhal, nossa caridade, mais transformadora.
Ó Pai, dá-nos teu Espírito Santo a fim de que creiamos nas coisas do alto que teu filho nos revelou. Faz-nos comunidade de irmãos e irmãs, unidos por esse Espírito, a fim de que testemunhemos o amor fraterno, a partilha generosa e a ressurreição libertadora de Jesus. Amém!

VÊM ESPÍRITO SANTO E ENSINAI A TODOS BATIZADOS VIVEREM NA MESMA FÉ, NO MESMO AMOR SENDO PRESENÇA VIVA EM MEIO A HUMANIDADE DISPERSA.
ResponderExcluirAmém
ResponderExcluirAmém!
ResponderExcluirAmém.
ResponderExcluirEm nossos dias, como Igreja povo de Deus, temos muito o que aprender com as primeiras comunidades cristãs. No fervor da ressurreição de Cristo, elas nos ensinam a grande importância da vida em comunhão em prece, em solidariedade, em união. Ensina-nos a viver a Eucaristia. É o Espírito de Deus que vai fazendo surgir sua força renovadora dentro da comunidade e dentro de cada pessoa, como Nicodemos.certo que precisamos romper com a estrutura pessoais e comunitárias, e até da própria Igreja, Se ela nos impedem de nos encontrarmos com o Reino.
ResponderExcluirA Igreja é uma comunidade de pessoas que, nascendo do Espírito de Deus, procuram viver a partilha e a comunhão, pois entendem que este é o caminho do amor que leva ao Reino.
Quem reparte seus bens tem dentro de si um forte apelo do amor-doação e uma solidariedade sem limites para os irmãos. Quem não reparte não sabe o tamanho do amor.
Nicodemos é a figura do povo que vivia na escuridão, e deseja agora conhecer e viver a luz do Reino trazido por Jesus.
Senhor, vem em nome auxílio e daí-nos o teu Santo Espírito e assim possamos viver sempre em comunidade e na luz da ressurreição de Cristo, e assim sejamos testemunhas do Reino. Amém