Compromisso que nasce da Eucaristia

Sexta-feira da 3ª Semana da Páscoa

24 de abril de 2026

 

Leituras:

At 9,1-20

Sl 116(117),1.2 (R. Mc 16,15)

Jo 6,52-59

(Acesse aqui)

Por Pe. Geraldo Martins

No final de seu discurso sobre o Pão da vida, Jesus revela que são, pelo menos, três os frutos que o Pão descido do céu produz em quem dele se alimenta: possui a vida eterna e será ressuscitado (Jo 6,54), permanece em Jesus e Jesus permanece nele (Jo 6,56) e viverá para sempre (Jo 6,59).

Entendemos assim que comer a carne de Jesus e beber seu sangue, isto é, alimentar-se da eucaristia, faz com que a pessoa se torne prolongamento da presença e da ação de Cristo no mundo. Lembra o Papa Francisco que “nutrir-se da Eucaristia significa deixar-se transformar naquilo que recebemos”. Ele cita Santo Agostinho que diz: “Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. E não serás tu que me transformarás em ti, como o alimento da tua carne, mas tu serás transformado em mim”.

 “Cada vez que recebemos a Comunhão, assemelhamo-nos mais a Jesus, transformamo-nos mais em Jesus. Do mesmo modo que o pão e o vinho são transformados no Corpo e Sangue do Senhor, assim quantos os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva” (Papa Francisco - Audiência Geral 18.3.2018). Fazemo-nos alimento para nossos irmãos e irmãs a exemplo do Cristo que comungamos?

A conversão de Paulo é uma demonstração do quanto Deus nos surpreende. De perseguidor implacável dos cristãos, ele se torna intrépido pregador do Cristo Crucificado-ressuscitado. Escolhido para anunciar o nome de Jesus “aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel” (At 9,15), Paulo torna-se exemplo de discípulo fiel, que assume a missão de evangelizar com todas as suas consequências.

Esta narração da conversão de Paulo ensina, pelo menos, duas coisas: a necessidade da experiência do ressuscitado e a comunhão com a Igreja. Bento XVI lembra isso ao ensinar que “o Ressuscitado falou a Paulo, chamou-o ao apostolado, fez dele um verdadeiro apóstolo, testemunha da ressurreição, com o encargo específico de anunciar o Evangelho aos pagãos, ao mundo greco-romano. E ao mesmo tempo Paulo aprendeu que, apesar da sua relação imediata com o Ressuscitado, ele deve entrar na comunhão da Igreja, deve fazer-se batizar, deve viver em sintonia com os outros apóstolos. Só nesta comunhão com todos ele poderá ser um verdadeiro apóstolo” (Audiência Geral, 3.9.2008)

Ó Cristo, que na Eucaristia te fazes não "um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos” (EG 47), dá-nos alimentar sempre de ti a fim de que, verdadeiramente convertidos, te anunciemos destemidamente a nossos irmãos e irmãs. Amém!

Comentários

  1. A conversão de Paulo é uma demonstração do quanto Deus nos surpreende. De perseguidor implacável dos cristãos, ele se torna intrépido pregador do Cristo Crucificado-ressuscitado. Escolhido para anunciar o nome de Jesus “aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel” (At 9,15), Paulo torna-se exemplo de discípulo fiel, que assume a missão de evangelizar com todas as suas consequências.

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