O caminho da fé

Quinta-feira da 3ª Semana da Páscoa

23 de abril de 2026

 

Leituras:

At 8,26-40

Sl 65(66),8-9.16-17.20 (R. 1)

Jo 6,44-51

(Acesse aqui)

Por Pe. Geraldo Martins

Ser atraído pelo Pai. Essa é a condição para que alguém vá a Jesus, isto é, creia nele. Para tanto, é necessário escutar o Pai e ser instruído por ele (Jo 6,45). Só assim se pode chegar à fé no Crucificado-Ressuscitado. E o prêmio para aquele que crê é a vida eterna (cf. Jo 6,47). Devemos, então, nos perguntar como fazer para escutar o Pai e nos deixar guiar por sua sabedoria.

Ao insistir que é o “pão da vida, descido do céu” (Jo 6,48.51), Jesus aponta o caminho que garante a vida eterna, ou seja, alimentar-se dele – “Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo".

A eucaristia é Jesus que se faz alimento para nós. “Só Ele nutre a nossa alma, só Ele nos perdoa daquele mal que sozinhos não conseguimos superar, só Ele nos faz sentir amados, até quando todos nos desiludem, só Ele nos dá a força de amar, só Ele nos dá a força de perdoar nas dificuldades, só Ele infunde no coração a paz que procuramos, só Ele dá a vida para sempre, quando a vida aqui na terra acaba. É o pão essencial da vida” (Papa Francisco, 8.8.2021).

Para viver e celebrar esse mistério é necessário fazer o itinerário que conduz à fé, a exemplo do etíope batizado por Filipe. Elemento fundamental para esclarecer o mistério é a Escritura. No entanto, não basta lê-la; é necessário que alguém a interprete. O etíope sozinho não foi capaz de entender as escrituras. Só quando Filipe se aproxima dele e trava um diálogo com ele é que vem o esclarecimento que o leva a pedir o batismo, ou seja, a Escritura, lida, meditada, entendida, leva à fé – “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?” (At 8,36).

O batismo, fundamento de toda a vida cristã e porta de entrada para os outros sacramentos (CIC 1213), é resultado da fé dos que se deixam iluminar pela Palavra e se dispõem a seguir o Mestre Jesus. Quem o recebe, segue seu caminho “cheio de alegria” (At 8,39).

O Papa Francisco dizia que a Igreja deve ser uma casa de portas abertas e que nenhuma porta deveria se fecha a ninguém, “nem sequer as portas dos sacramentos se deveriam fechar por uma razão qualquer. Isto vale sobretudo quando se trata daquele sacramento que é a ‘porta’: o Batismo. A Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos” (Evangelium Gaudium, 47).

Ó Cristo, pelo batismo e pela eucaristia manifestamos nossa fé e nossa adesão a ti. Dá-nos viver intensamente o que esses sacramentos significam. Amém!

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