O testemunho nasce da fé

Quinta-feira da 2ª Semana da Páscoa

16 de abril de 2026

 

Leituras:

At 5,27-33

Sl 33(34),2 e 9.17-18.19-20

Jo 3,31-36

(Acesse aqui)

Por Pe. Geraldo Martins

Ao encerrar seu discurso com Nicodemos, Jesus insiste em três questões fundamentais para que seu interlocutor tome uma decisão. A primeira é que Ele reafirma a sua origem divina. Ele vem do alto/céu e está acima de todos (Jo 3,31). Negar essa verdade é rejeitá-lo como Filho de Deus e salvador. A segunda diz respeito ao testemunho que Ele dá do Pai e das coisas do alto (Jo 3,32). Rejeitar esse testemunho é fazer opção contrária ao Reino que Ele mostra presente no mundo. E, por fim, confirma que é amado pelo Pai que entregou tudo em suas mãos (Jo 3,35). Tal atitude revela que Ele é um com o Pai.

Diante desta palavra de Jesus cabe-nos fazer uma opção: crer nele ou rejeitá-lo. As consequências dessa opção são apontadas pelo próprio Cristo: vida eterna para quem crê, condenação (ira de Deus) para quem segue o caminho da incredulidade (cf. Jo 3,36). Qual tem sido nossa opção? Lembremo-nos: “a aceitação ou a recusa (de Jesus) não é antes de tudo um fato intelectual ou verbal, mas vital. Na vida concreta é que devemos verificar se cremos ou não em Cristo” (Missal Cotidiano).

Um belo exemplo de quem opta pelo Cristo nos é dado pelos apóstolos, conforme a primeira leitura. Intimados a silenciar a mensagem da Ressurreição de Cristo, praticam uma ‘desobediência civil’ sob uma argumentação irrefutável: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens” (At 5,29). Mais que isso, não temem acusar os sumos sacerdotes e outros líderes de terem sido os responsáveis pela morte de Jesus (cf. At 5,30).

O destaque fica por conta de seu testemunho, confirmado pelo Espírito Santo (cf At 5,32).  Deste é que lhes vêm a inspiração e a força que os fazem destemidos anunciadores da verdade que salva e liberta. Numa sociedade que, muitas vezes e de muitos modos, tenta nos intimidar no anúncio da fé, somos convidados a aprender com os apóstolos a ‘obedecer a Deus antes que aos homens’, sem proselitismo, fundamentalismos ou sectarismos. Isso só será possível se nossa opção por Cristo for autêntica e se nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo.

Senhor, nossa fé em teu Filho Ressuscitado nos leve a dar testemunho de seu amor e de sua graça e nos faça alcançar a vida eterna prometida aos que se tornam seus discípulos. Amém!

Comentários

  1. Respostas
    1. Amém! Sejamos conhecedores da verdade do Pai. Acreditemos nele. Entreguemos nossas vidas a ele. O Pai nos ama.

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  2. Nossas opções devem ser feitas sempre com autenticidade e deixamos que o Espírito Santo de Deus nos conduza.

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  3. Jesus prometeu que, nos momentos de perseguição, o Espírito Santo inspiraria as palavras necessárias. Os apóstolos, perseguidos e presos, dão testemunho de sua fé diante daqueles que são hostis à Palavra da vida, e dizem palavras que os perturbam. Essa mesma coragem devem ter os cristãos de hoje, pois, se as perseguições mudaram sua forma, não deixaram de acontecer. Nossa relação com Deus e sua Palavra é algo vital para nós, pois trata-se de nossa salvação eterna.

    Cristo veio de Deus e é enviado ao mundo para mostrar-nos a imagem do Pai e revelar-nos o seu amor por nós. Nossa união com Ele é vida e salvação.
    Em nossa vida diária em nossos relacionamento, é que manifestamos nossa fé; nessa vida de todo o dia é que sabemos se cremos ou não.

    Senhor, nos ajude a sermos testemunhas da tua palavra e assim possamos viver em comunhão, de fraternidade e de responsabilidade e assim façamos a cada dia a experiência do Cristo ressuscitado. Amém

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