22 de abril de 2026
Leituras:
At 8,1b-8
Sl
65(66),1-3a.4-5.6-7a
Jo 6,35-40
Por Pe. Geraldo Martins
Três pensamentos surgem a partir deste texto de São João. O primeiro é que Jesus se apresenta como o pão da vida. A expressão ‘Eu sou’ nos lembra o modo como Deus se apresenta a Moisés ao enviá-lo para libertar o povo do Egito. É uma forma de Jesus revelar sua identidade. Ele veio para saciar a fome e a sede dos filhos e filhas de Deus. Isso, porém, exigirá a fé.Esse é o segundo pensamento: crer
no enviado do Pai. No entendimento de São João, ‘ver’ Jesus significa crer nele
e nem sempre isso acontece – “vocês me viram, mas não acreditam” (Jo 6,36). E
nós, vemos a Jesus? Cremos nele? Como provamos nossa fé nele?
O terceiro pensamento tem sua raiz
na afirmação de Jesus que disse ter descido do céu para fazer a vontade de Deus
que o enviou (cf. Jo 6,38). E qual é essa vontade? A salvação de todos e todas e que está condicionada à fé em Jesus. É pela fé que se obtém a ressurreição “no
último dia” (Jo, 6,40).
O Papa Francisco disse a respeito
deste texto: “Tal como a partida se calcula a partir da meta, como a sementeira
se julga a partir da colheita, assim também a vida se julga bem a partir do seu
fim” (4.11.2019). E o fim da vida é a ressurreição, a vida eterna. Devemos
buscá-la permanentemente.
A missão da Igreja é anunciar essa
verdade e, muitas vezes, esse anúncio nasce da perseguição de que a Igreja é
vítima como vimos nos Atos dos Apóstolos. Perseguidos após o martírio de
Estêvão, os cristãos se espalham pela região e, ao invés de se esconderem ou
silenciarem, anunciam destemidamente a verdade da ressurreição de Cristo, com
destaque para Filipe.
É interessante observar que “a
perseguição ajudou a Igreja a não adormecer e a reencontrar as suas raízes
missionárias, que são o segredo da sua eterna juventude”, afinal, “quando os
discípulos do Senhor parecem comodamente instalados, quando se consideram
integrados num determinado contexto social, é o próprio Espírito a agitar o ‘lugar’
com várias provações, incluindo a perseguição” (dehonianos.org).
Deus sempre nos surpreende, costumava dizer o Papa Francisco. Nem sempre somos capazes de “ler nos fatos os sinais
dolorosos do Espírito” e, assim, nos privamos da imensa riqueza advindos da
dor, do sofrimento, da crise vividos pela Igreja.
Senhor, ajuda-nos a fazer das perseguições e sofrimentos oportunidade de crescimento na fé a fim de alcançarmos a vida eterna prometida por teu filho a todos que nele crerem. Amém!

Amém 🙏
ResponderExcluirAmém!
ResponderExcluirAmém!
ResponderExcluirAmém
ResponderExcluirAmém
ResponderExcluirAmém.
ResponderExcluirNem sempre somos capazes de “ler nos fatos os sinais dolorosos do Espírito” e, assim, nos privamos da imensa riqueza advindos da dor, do sofrimento, da crise vividos pela Igreja.
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