18 de abril de 2026
Leituras:
At 6,1-7
Sl
32(33),1-2.4-5.18-19
Jo 6,16-21
Por Pe. Geraldo Martins
Como os apóstolos, todos nós, em algum momento da vida, temos que entrar na barca e atravessar para o outro lado do mar (cf. Jo 6,17). É necessário enfrentar a noite que chega e o vento que sopra, tornando o mar agitado (cf. Jo 6,17s). A ausência de Jesus deixa os apóstolos vulneráveis. Sem reconhecê-lo que vem ao seu encontro, o sentimento é de medo.A simples presença de Jesus andado
sobre as águas em direção à barca é suficiente para que o mar fique calmo. Suas
palavras – “Sou eu. Não tenham medo” (Jo 6,20) – dirigidas aos apóstolos, são a
garantia de que Ele nunca se ausenta de nossa vida. Por isso, podemos
atravessar o mar com toda coragem.
Alguns autores entendem esta
passagem como uma preparação para o discurso que Jesus fará sobre o pão da
vida. “Diversamente dos sinóticos, este milagre em João não é tanto para uma
ajudar aos discípulos em perigo, quanto um sinal de credibilidade para as
palavras duras que porão sua fé à prova” (Missal Cotidiano).
A leitura dos Atos dos Apóstolos
revela a necessidade de equilibrar o anúncio da Palavra com a assistência aos
pobres. Uma ação não dispensa a outra; ambas devem caminhar de forma harmônica.
Nem todos, porém, podem fazer tudo. Na comunidade, é necessário distribuir as
funções de acordo com a aptidão de cada um. Aos apóstolos cabe, antes de tudo,
a missão de pregar a Palavra (At 6,2). Para servir à mesa são instituídos os
diáconos. A diaconia é, portanto, o serviço que se presta aos pobres em nome da
Igreja. É uma pena que, no resgate do diaconato permanente, o serviço da
liturgia acabe consumindo todas as energias dos diáconos que pouco tempo têm
para servir às mesas dos pobres...
Interessante observar que, antes de
instituir os diáconos, começou uma divergência na comunidade -
"os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem
hebraica” (At 6,1). Que comunidade cristã nunca viveu turbulências, conflitos,
divisão? O caminho de solução é sempre o diálogo com a própria comunidade, como
fizeram os apóstolos (At 6,2). E nós, como resolvemos os conflitos que, às
vezes, surgem em nossas comunidades eclesiais?
Senhor Jesus, vem ao nosso encontro
e acalma o mar bravio de nossas diferenças e divisões. Restaura a harmonia e a
comunhão a fim de que não cessem a pregação da Palavra e o serviço aos pobres.
Amém!

Amém!
ResponderExcluirAmém.
ResponderExcluirAmém.
ResponderExcluirAmém!
ResponderExcluirCreio firmemente que Jesus vêm sempre ao nosso encontro.As vezes somos nós, eu que fingimos dele.
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