A paz de Cristo

Terça-feira da 5ª Semana da Páscoa

5 de maio de 2026

 

Leituras:

At 14,19-28

Sl 144(145),10-11.12-13ab.21

Jo 14,27-31ª

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Por Pe. Geraldo Martins

 

Em seu discurso de despedida, procurando consolar seus apóstolos, Jesus lhes garante sua paz – “deixo-lhes minha paz, a minha paz lhes dou” (Jo 14,27a) – confirmando, assim, sua permanente presença junto deles. Faz questão de frisar que sua paz não é como a que o mundo oferece. Qual a diferença?


É que a paz de Cristo vai além da ausência de conflitos e guerras. Ela é, antes de tudo, amor, perdão, reconciliação, harmonia, fraternidade. Quem a tem não precisa se perturbar, nem se intimidar (cf Jo 14,27b) diante das perseguições, sofrimentos e provações. A paz de Cristo é nossa segurança.


O Papa Leão XIV lembra-nos que a paz de Cristo é “desarmada e desarmante”. “A paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a sua luta, dentro de precisas circunstâncias históricas, políticas e sociais. Os cristãos devem tornar-se, juntos, testemunhas proféticas desta novidade, conscientes das tragédias das quais muitas vezes foram cúmplices” (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2026).


Apedrejado em Listra (cf. At 14,19), Paulo não responde à violência com violência. Seguiu o caminho do mestre na construção de uma paz “desarmada e desarmante”. Partiu para outra cidade, juntamente com Barnabé, continuando sua missão de anunciar a Boa Nova da libertação.


Vivemos muitas situações que exigem de nós atitudes o testemunho desta paz que Cristo nos deixou. Precisamos estancar a violência que está cada vez mais presente no nosso cotidiano, nas relações familiares e de trabalho, no diálogo político, nos contatos socias, no trânsito e em tantas outras situações e realidades que ameaçam a vida em todas as suas expressões.


Alerta-nos o Papa: “Se a paz não for uma realidade experimentada, guardada e cultivada, a agressividade espalha-se, tanto na vida doméstica, quanto na vida pública”.


Senhor Jesus, príncipe da paz, ajuda-nos a ser construtores da paz a fim de que todos vivamos em harmonia como irmãos e irmãs. Amém! 

Comentários

  1. a resposta de Deus diante da revolta e da fidelidade do ser humano não foram discussões, repressões, vinganças e ameaças. O Pai respondeu com fatos: encarnou-se e morreu por cada um de nós. Por isso, a paz que Jesus nos dá não é um simples conceito, slogan, um cartaz, um símbolo… É ele mesmo; a paz é uma pessoa com tudo que representa.
    Jesus anuncia que vai partir e promete voltar depois. Conforta os discípulos para que não se perturbem. “ A minha paz vos dou”.

    Senhor, nos ajude a levar a paz para onde agente for. Amém

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