Amor e sinodalidade

Quinta-feira da 5ª Semana da Páscoa

7 de maio de 2026

 

Leituras:

At 15,7-21

Sl 95(96),1-2a.2b-3.10

Jo 15,9-11

(Acesse aqui)

Por Pe. Geraldo Martins

Permanecer no amor de Cristo. Essa é a condição para que alguém se sinta realmente envolvido por Jesus. O caminho para isso é guardar seus mandamentos que se resumem no amor – “Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor” ... (Jo 15,10). Trata-se de um amor filial do qual Cristo se torna o exemplo por excelência – “... assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor” (Jo 15,10).

Permanecemos no amor de Cristo quando nos esforçamos para viver segundo seus ensinamentos e batalhamos para assumir seu projeto de vida, de justiça e de paz. Sim, o amor de Cristo é sempre operativo e se traduz em obras em favor da vida, tomando, especialmente, o partido dos pobres e excluídos que clamam por vida em abundância.

O fruto para quem permanece no amor de Cristo e cumpre seu mandamento é a alegria. Uma alegria perene. Esta não se confunde com o riso e a gargalhada, mas é certeza de vitória e conforto da presença de Deus. Por isso, pode ser sentida mesmo em meio a dor e sofrimento.

Temos, na leitura dos Atos dos Apóstolos, um exemplo da prática do amor de Cristo. Diante do impasse se os pagãos convertidos deveriam ou não seguir a lei de Moisés recebendo a circuncisão, Pedro dá seu testemunho e afirma que todos são salvos pela graça – “é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles” (At 15,11). Assim, não é necessário impor aos convertidos práticas que já não fazem mais sentido. 

Antes, Pedro faz uma pergunta aos outros apóstolos que deveria calar profundo também em muitos que se prendem a questões secundárias, colocando obstáculos à vivência da fé. Pergunta o apóstolo: “por que vocês agora colocam Deus à prova, querendo impor aos discípulos um jugo que nem nossos pais e nem nós mesmos tivemos força para suportar?” (At 15,14). Isso faz pensar em muitos que gastam seu tempo vigiando os outros e julgando-os se podem ou não fazer o que fazem na comunidade de fé. São os "controladores da graça" que fazem da Igreja uma "alfândega", como disse o Papa Francisco (EG, 47)

A decisão em favor dos pagãos nasce da colegialidade, da sinodalidade. É nessa fonte que a Igreja bebe para tornar a sinodalidade seu caminho natural. Sempre que voltamos às fontes, compreendemos melhor o que a Igreja nos pede.

Ó Cristo, queremos permanecer no teu amor. Dá-nos a graça de guardar teus mandamentos e ajuda-nos a progredir no caminho da sinodalidade. Amém!

Comentários

  1. A flor que admiramos e gostamos a corda viçosa e resplandecente, porque sabe que é curta sua existência. Talvez, a beleza do raiar do dia nos traga mais alegria que todas as filosofias. Que bom seria, se além de tudo isso, descobríssemos que quanto Deus nos ama e quanto é belo o seu amor. Que bom seria se fôssemos fiéis à Palavra da vida, o evangelho, com a mesma intensidade da flor.Aí descobriríamos que a beleza do amor de Deus mora em nós.

    O amor de Jesus chega até nós, Ele que por sua vez é amado pelo Pai; e este amor nos pede uma resposta: “que permaneçamos no seu amor“.

    Senhor, nos ajude a permanecer no seu amor, pois o teu amor é cheio de misericórdia e nos perdoa. Amém

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