Maria, nossa Mãe

Segunda-feira da 8ª Semana do Tempo Comum
25 de maio de 2026
Maria, Mãe da Igreja - Memória

Leituras (próprias):
Gn 3,9-15.20 ou At 1,12-14
Sl 86(87),1-2.3 e 5.6-7 (R. 3)
Jo 19,25-34

Pe. Geraldo Martins

Desde 2018, por determinação do papa Francisco, na segunda-feira após Pentecostes, celebra-se a memória de Maria, Mãe da Igreja. Este título foi atribuído a Maria São Paulo VI, em novembro de 1964, ao encerrar a terceira sessão do Concílio Vaticano II. 

“Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo, no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, diz o decreto que estabelece esta celebração.

O texto de Gênesis, proclamado na primeira leitura, nos faz pensar em Maria como a nova Eva cuja descendência derrota o mal e traz vida nova para a humanidade. Toda pura, Maria gerou em seu ventre Jesus Cristo, nosso salvador e libertador, vencedor da morte que entrou no mundo por causa do pecado.

O evangelho proclamado nesta memória traz a cena de Maria junto à cruz, no momento em que seu filho é crucificado. A ela Jesus confia o cuidado de toda a humanidade ao dizer-lhe, apontando para o discípulo amado: “Mulher, este é teu filho” (Jo 19,26). E a João Ele confirma: “Esta é tua mãe!” (Jo 19,27).

Todos olhamos com gratidão para este gesto de Jesus que nos entrega sua mãe para ser nossa mãe. Na pessoa do discípulo amado estão todos os discípulos de Jesus, isto é, a Igreja. Daí dizer que Maria é Mãe da Igreja, ou seja, “de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima”, conforme proclama Paulo VI. Ele ensina, ainda, que “longe de ser fim em si mesma, a devoção a Maria é, ao contrário, meio essencialmente ordenado a orientar as almas para Cristo, e assim uni-las ao Pai, no amor do Espírito Santo”.

Disse o Papa Francisco: “uma Igreja que é mãe anda pelo caminho da ternura; conhece a linguagem da grande sabedoria das carícias, do silêncio, do olhar de compaixão, de silêncio” (2018).

Ó Maria, Mãe querida, olha continuamente pela Igreja a fim de que cumpra fielmente a vontade de Cristo, sendo sinal do Reino de Deus que Ele mostrou presente entre nós. Amém!

Comentários

  1. É a última palavra do amor filial de Jesus. É a nova Eva que pisa na cabeça da serpente e vence o mal. Não, porém, só isso, como na cena do casamento em Caná, João quer dizer-nos mais do que parece.na comunidade dos seus discípulos Maria tem um lugar especial. Maria, a mãe de Jesus, e mãe que ama intercede.

    Mãe Maria cuida, interceda por toda a Igreja nos ajude a seguir o seu exemplo de vida na fé, na esperança e no amor. E nos ajude a ficar com a Senhora até o fim. Amém

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  2. O Maria, Mãe querida, olha continuamente pela Igreja a fim de que cumpra fielmente a vontade de Cristo, sendo sinal do Reino de Deus que Ele mostrou presente entre nós. Amém!

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