O compromisso de todos os cristãos

Quinta-feira da 7ª Semana da Páscoa

21 de maio de 2026

 

Leituras:

At 22,30;23,6-11

Sl 15(16),1-2a e 5.7-8.9-10.11

Jo 17,20-26

(Acesse aqui)


Pe. Geraldo Martins

É consolador saber que Jesus rezara também por nós que haveríamos de crer nele e no seu amor e não apenas pelos discípulos que o acompanhavam (Jo 17,20). O centro da oração de Jesus é a unidade dos que nele creem. De fato, conforme ensina o Vaticano II, a divisão entre os cristãos é escândalo para o mundo e obstáculo à evangelização (Cf. UR 1).

A fonte da unidade que deve marcar a vida dos cristãos é a Santíssima Trindade – “que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti” (Jo 17,21). O testemunho da unidade faz que o mundo creia na obra de Cristo (cf. Jo 17,21).

São João Paulo II afirma que a unidade desejada por Cristo “não é um elemento acessório, mas situa-se no centro mesmo da sua obra” e que pertence à essência da comunidade dos discípulos (Ut Unum Sint, 9).. Recusar-se, portanto, a trabalhar pela unidade, é negar a obra de Cristo. 

Diz o Papa: "Uma Comunidade cristã que crê em Cristo e deseja, com o ardor do Evangelho, a salvação da humanidade, não pode de forma alguma fechar-se ao apelo do Espírito que orienta todos os cristãos para a unidade plena e visível. Trata-se de um dos imperativos da caridade que deve ser acolhido sem hesitações” (Ut Unum Sint, 99). Como nossas comunidades constroem e vivem a unidade com os irmãos e irmãs de outras igrejas cristãs?

Na leitura dos Atos dos apóstolos, Paulo, diante do tribunal, sábia e espertamente, coloca a razão pela qual está sendo julgado: “por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos” (At 23,6). Os fariseus, que creem na ressurreição, absolvem Paulo, provocando a ira dos saduceus que refutam a ressurreição.

Aprendemos com o apóstolo que devemos dar testemunho de nossa fé em toda e qualquer situação, especialmente, na perseguição e no sofrimento, certos de que Deus não nos desampara. É esse testemunho que nos credencia a anunciar a Palavra onde quer que estejamos.

Ó Pai, envia-nos teu Espírito a fim de que, na vivência da fé e no anúncio de tua verdade, testemunhemos a unidade que faz o mundo crer em teu Filho Jesus, nosso salvador e libertador. Amém!

Comentários

  1. Pai, envia-nos teu Espírito a fim de que, na vivência da fé e no anúncio de tua verdade, testemunhemos a unidade que faz o mundo crer em teu Filho Jesus, nosso salvador e libertador. Amém!

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  2. A ressurreição é o centro da fé de Paulo é motivo de esperança o mesmo motivo deve ser para nós hoje que vivemos na impetuosidade da modernidade.
    Paulo sofre pelo Evangelho e assim cumpre sua missão.

    A obra da unidade é tarefa, antes de mais nada, divina, graça do Espírito Santo.
    É nobreza buscar força da unidade. É fraqueza querer a tudo transformar sozinho. Quando rezamos pela unidade dos cristãos certamente é a voz do espírito de Deus sussurrando em nossos ouvidos e fazendo-nos agora compreender os sinais dos tempos. A experiência histórica da humanidade já nos mostrou, o suficiente, que o individualismo não traz paz, trabalhando hoje com sinceridade em favor da unidade, com certeza ela virá, como aurora da manhã.

    Nosso coração fica sensibilizado ao saber que Jesus rezou não só pelos discípulos, mas por todos os cristãos, por nossa fé em nossa santidade.

    Senhor, reaviva em nós a graça do nosso batismo e nos ajude a cumprir a nossa parte na vivência do Evangelho e assim vive no caminho da unidade. Amém

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