23 de junho de 2026
Leituras:
2Rs
19,9b-11.14-21.31-35a.36
Sl
47(48),2-3a.3b-4.10-11
Mt 7,6.12-14
Por Pe. Geraldo
Martins
A oração da confiança e do abandono jamais deixa de ser ouvida por Deus. O rei Ezequias experimenta a proteção de Deus ao buscá-lo diante das ameaças do rei da Assíria. “Tu és o único Deus de todos os reinos da terra. Tu fizeste o céu e a terra. Inclina o teu ouvido, Senhor e ouve. Abre, Senhor, os teus olhos e vê” (2Rs 19,15s). Este é o clamor que brota de seu coração e de seus lábios diante da situação adversa que enfrenta.
Por colocar toda sua confiança em
Deus e não em suas próprias forças, Ezequias é ouvido em seu pedido.
“Protegerei esta cidade e a salvarei em atenção a mim mesmo e ao meu servo
Davi” (2Rs 19,34). É assim que Deus responde a quem o busca de coração sincero
e faz dele seu escudo.
Esta confiança também é
reivindicada por Jesus, no evangelho, ao nos dar três recomendações: não atirar
pérolas aos porcos, fazer aos outros o que se deseja para si e entrar pela
porta estreita (Mt 7,6.12.13). A Palavra de Deus é um tesouro que, anunciada a todos, não pode ser banalizada; a regra de ouro,
na sua forma afirmativa, é mais exigente do que dizer “não faça a
ninguém o que não quer que lhe façam” (Tb 4,15) e a escolha da porta estreita desafia os que buscam facilidades que não
são prometidas por Jesus.
O que significa essa porta estreita
de que fala Jesus? Significa que “para se salvar é preciso amar a Deus e ao
próximo, e isso não é fácil! É uma ‘porta estreita’, porque é exigente, o amor
é sempre exigente, requer compromisso, ou melhor, ‘esforço’, isto é, a vontade
firme e perseverante de viver segundo o Evangelho” (Papa Francisco -
Angelus – 25.08.2019).
Por que muitos não conseguem entrar
pela porta estreita? (Mt 7,14). Seria uma passagem reservada somente a alguns
poucos privilegiados? “A tentação de interpretar a prática religiosa como fonte
de privilégios ou de certezas está sempre pronta para armar uma cilada. Na
realidade, a mensagem de Cristo é precisamente em sentido oposto: todos podem
entrar na vida, mas para todos a porta é ‘estreita’. Não há privilégios. A
passagem para a vida eterna está aberta a todos, mas é ‘estreita’ porque é
exigente, requer compromisso, abnegação, mortificação do próprio egoísmo”
(Bento XVI – Angelus, 26.08.2007).
Senhor, vem em nosso auxílio sempre e não permitas que busquemos tua salvação passando pela porta larga do descompromisso com a vida e a justiça, com os valores do Reino que teu Filho mostrou presente entre nós. Amém!

Amém!
ResponderExcluirAmém!!!
ResponderExcluirAmem.
ResponderExcluirA passagem para amar a Deus exige de nós opções e renúncias.Ensina - me nos Senhor a passarmos pela porta estreita, pois larga é a tudo aquilo que desvia- nos do teu Reino!
ResponderExcluir2 Reis
ResponderExcluirProtegerei essa cidade e salvarei em atenção a mim mesmo e a meu servo Davi.
O Evangelho não é uma teoria, mas sim um programa de vida para o ser humano, que define o passo final de sua existência: ou a perdição ou a vida.
Quando a gente sente na própria pele é possível entender e compreender o sofrimento dos outros. Por isso, uma “regra de ouro“ na convivência com o semelhantes é não fazer aos outros o que a gente não quer que nos façam; e tudo que queremos que os outros nos façam, devemos fazer a eles.Essa regra ensinada por Jesus nos ajuda a buscar a concórdia com semelhantes.
Senhor, nos ajude a entender que a paz não é somente resultado de negociações, de compromissos político ou de acordos econômicos, mas dom de Deus que se devemos buscar pela oração. E assim tratarmos nosso semelhantes como gostaríamos de ser tratados por eles, e buscarmos passar pela por estreita. Amém
Amém!
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