1º de junho de 2026
São Justino - Memória
Leituras:
2Pd 1,2-7
Sl
90(91),1-2.14-15ab.15c-16
Mc 12,1-12
Por Pe. Geraldo Martins
A imagem da vinha é sempre usada na bíblia para referir-se ao povo de Israel. Deus é o dono desta vinha que é confiada às lideranças cuja tarefa é cuidar dela para que produza frutos.A parábola contada por Jesus tem
endereço certo: as lideranças - sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos (Mc
12,1) - que não têm cumprido sua responsabilidade de cuidar da vinha do Senhor.
Ao longo da história, Deus envia vários mensageiros que são hostilizados pelos
vinhateiros. O ponto alto é quando Deus envia seu próprio filho que é morto
pelos arrendatários da vinha.
Esta é a história do povo de
Israel, marcada por infidelidades e desvios dos caminhos de Deus. Devemos
refletir profundamente e considerar que “ainda hoje Deus espera os frutos da
sua vinha daqueles que enviou para trabalhar nela. Todos nós. Em cada época,
aqueles que têm autoridade, qualquer autoridade, também na Igreja, no povo de
Deus, podem ser tentados a fazer os próprios interesses e não os de Deus. (...)
A vinha é do Senhor, não nossa. A autoridade é um serviço, e como tal deve ser
exercida, para o bem de todos e para a difusão do Evangelho” (Papa Francisco,
Angelus – 4.10.2020).
Em sua carta, São Pedro reafirma o
poder santificador e redentor de Cristo em contraposição aos que negavam essa
verdade – “O seu divino poder nos deu tudo o que contribui para a vida e para a
piedade, mediante o conhecimento daquele que, pela sua própria glória e
virtude, nos chamou” (2Pd 1,3). Graça maior que nos foi dada é poder participar
da natureza divina. Com isso, devemos crescer na fé à qual devemos juntar a
virtude, o conhecimento, a temperança, a paciência, a piedade, o amor aos
irmãos, a caridade (cf. 2Pd 1,5-7).
“A virtude é a atitude constante,
que dá coragem nas dificuldades; o conhecimento é a abertura da mente ao
esplendor da verdade; a temperança é o autodomínio, fruto da participação na
vitalidade do Ressuscitado; a paciência não é simples resignação, mas força nas
provações e resistência às oposições externas; a piedade é a relação com Deus,
verdadeiro centro e coração da vida dos crentes; o amor fraterno é fruto da
intimidade afetuosa com Deus Pai; deste amor, chega-se à caridade, ao amor
total e iluminado, meta do caminho do crente” (dehoninanos.ogr.br).
Senhor, fortalece-nos na virtude da fé a fim de que produzamos os frutos que esperas de nós que trabalhamos na tua vinha. Amém!

Amem.
ResponderExcluirAmém!
ResponderExcluirAmém!!!
ResponderExcluirSenhor, fortalece-nos na virtude da fé a fim de que produzamos os frutos que esperas de nós que trabalhamos na tua vinha. Amém!
ResponderExcluirAmém!
ResponderExcluirHá um clima muito ruim em nosso mundo: o gosto de destruir o outro, o jogo de interesse pela posse, a vontade de submeter o outro sobre meu domínio. Deus pensa diferente. E ninguém que tenha coração aberto e boa vontade pode pensar na pessoa como algo descartável.
ResponderExcluirE Jesus vem nos dizer: “A pedra rejeitada tornou-se a mais importante”. Quando partimos de nós e de nosso próprios interesses, tornamos muito pobre nossa existência.
Em nossos dias há muitos modos de dizer não é Deus, é um deles é a indiferença. Cristo é nossa salvação, não acolhe-lo é uma loucura.
Senhor, venha, sobre nós, e nos fortalece na fé, e em vossa misericórdia, e assim nos perdoa pela decepção que já te causamos. E assim nos ajude a amar com toda sinceridade e não na deixemos que as coisas passageiras ocupem o seu lugar em nós. Amém
Amém
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